Cérebro Pensante
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Consulta com a Pediatra

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Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Criado: 29 Agosto 2016

Nas duas primeiras consultas da nossa filha com a pediatra, fomos acompanhados e ajudados pelo meu irmão – que nos aconselhou a não irmos sozinhos – e por uma irmã de Silvia. Na primeira delas, entramos no consultório em si sozinhos, com nossa filha num bebê conforto, este no meu colo e Silvia empurrando minha cadeira de rodas. Achei que também podia fazer assim todo o trajeto do estacionamento ao consultório, já que a calçada da rua é boa e tem rampa, temendo só descer esta – mas a descida de ré foi segura. Hoje, nossa filha completou dois meses, tinha outra consulta, resolvemos ir sem ajuda, Silvia teve certo trabalho para nos colocar e tirar do carro e tivemos êxito.

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Interagindo com a Filha

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Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Criado: 25 Agosto 2016

Silvia é ciumenta, o que já me deu muitas dores de cabeça. Quando quero pegar nossa filha, às vezes arranja uma desculpa para disfarçar que reluta em entrega-la. E embora esta interaja muito mais com Silvia, basta fazê-lo um pouco comigo para ela ficar despeitadawink

Prática de Pegar a Filha

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Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Criado: 22 Agosto 2016

Começo a ter prática de pegar nossa filha, embora às vezes fique tenso, o que a deixa desconfortável, e meu braço esquerdo se canse em alguns minutos – não tenho coordenação no direito o suficiente para segurá-la. Quando acerto, é difícil querer devolvê-la para Silvia.

 

 

Com a Filha nos Braços

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Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Criado: 16 Agosto 2016

Hoje, pela primeira vez segurei nossa filha nos braços, achando que ela já tem tamanho suficiente para não correr o risco de se machucar com minha descoordenação motora. Estava no início de uma sessão de fisioterapia e, para retomar os exercícios, tive de devolve-la para Silvia muito a contragosto.

 

 

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Tentando cuidar da Filha

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Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Criado: 15 Agosto 2016

Hoje após o almoço, Silvia teve de sair para levar suas filhas ao colégio e pegar uma nova guia para minha fisioterapia. Ela não conseguiu fazer nossa filha adormecer e pediu para nossa empregada tentar isso. Depois desta fazê-lo, para não atrapalhar seu trabalho pedi que botasse nossa filha no carrinho para ver se eu a mantinha dormindo, mas não tive sucesso nas duas tentativas que fiz. Então pedi que a colocasse no bebê conforto – que dessa vez balancei com a mão –, finalmente consegui que dormisse uns 40 minutos, me dando tempo de ler algumas coisas no tablet, até que nossa filha ficou com fome e não tive mais jeito a dar.

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Embalando a Filha com o Pé

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Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Criado: 14 Agosto 2016

Algumas vezes consigo aquietar e adormecer nossa filha, outras não, mas sempre tento para ver se Silvia tem um pouco de folga, já que às vezes demora horas até para podermos comer. Temo muito que ela tenha uma estafa e fico me rebolando para encontrar novas formas de ajudá-la.

Primeiro Dia dos Pais

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Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Criado: 14 Agosto 2016

 

 

 

Multitarefa

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Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Criado: 04 Agosto 2016

Nesta manhã, enquanto fazia fisioterapia embalei nossa filha no carrinho, chegando a conseguir que ela dormisse, para Silvia poder aprontar suas filhas para irem ao colégio. A fisioterapeuta até notou que eu estava surpreendido por poder fazer essas duas coisas ao mesmo tempo apesar de todas minhas limitações físicas.

Falando "Papai"

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Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Criado: 02 Agosto 2016

Consigo pronunciar de modo inteligível apenas uns poucos mono e dissílabos, a expressão mais longa que posso falar é um conhecido xingamento de quatro palavras e, se tiver tenso demais, não emito sons compreensíveis. Até por falta do que dizer, quando nossa filha olha para mim frequentemente fico falando “papai”. Ao ouvir isso pela primeira vez, Silvia respondeu “safado, você quer que ela comece a falar ‘papai’ antes que ‘mamãe’”. Não era esta minha intenção, mas se acontecer vou adorar.

Reação de Avestruz

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Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Criado: 28 Julho 2016

Eu me derreto todo ao chegar perto da nossa filha, o que não elimina o fato de que não queria ser pai e que estar nesta condição me assusta demais. Uns 95% das pessoas que me veem dizer isso reagem como o avestruz da lenda – enfiam a cabeça num buraco para não ver o que acontece. Essa atitude de avestruz ficou muito ressaltada numa recente conversa com minha melhor amiga na qual, após perceber como realmente me sinto, de certo modo esta foi intolerante e brutal e voltou rapidamente a enfiar a cabeça no buraco. Acho notável esse exemplo da dificuldade humana de lidar com quem é ou pensa diferente! Silvia – como as outras mulheres que se relacionaram comigo – não tem tal atitude de negação e é a única com quem consigo conversar a respeito.

  1. Pegando a Filha no Colo
  2. Embalando a Filha

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