- Detalhes
- Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Uma amiga vem colocando fotos de rosto no perfil do Facebook tão editadas que rio dela cada vez mais. Um amigo publicou lá uma foto de uma ex-presidente que instantaneamente vi ser falsa, perguntei "você está mentindo ou perdeu a capacidade de discernimento?" e ele enrolou para fugir do assunto. Por outro lado, em novembro fiquei incomodado com as minhas fotos nos perfis de redes sociais serem de anos atrás, me preocupei em passar uma ideia falsa de como sou e as troquei, mesmo sabendo que mostraria meu envelhecimento. Esse meu compromisso com a "verdade" – apesar de saber das enormes dificuldades desse conceito – ou pelo menos com a autenticidade me deu a sensação de que me tornei antiquado, anacrônico
- Detalhes
- Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Não sei se é pela fase da Lua(!), mas hoje Clara está mais próxima de mim: logo após acordar ela passou um bom tempo acariciando minha cabeça enquanto comia no sofá; e, depois do almoço, espontaneamente subiu no carrinho para ser embalada por mm.
Apoie este blog pelo Pix 
- Detalhes
- Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Na semana passada, Silvia me vestiu todo de verde, achei ridículo, ri, ela brincou que eu era o “grilo falante” e até pensou que colocou aquela roupa inconscientemente por essa causa. Então, percebi que, durante grande parte da vida, fui como tal personagem para muita gente, inclusive para uma mulher bem equilibrada como Silvia.
- Detalhes
- Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Ultimamente, às vezes Clara usa o tablet com o pé, obviamente me imitando.
Às vezes, ela demonstra uma tendência a ser organizada, guardando os brinquedos e outros objetos após usar, o que se deve exclusivamente ao meu exemplo – não creio que tal tendência se mantenha, pois a família tem três exemplos contrários.
As outras pessoas sempre destacam a alegria, a facilidade de rir e as gargalhadas de Clara, inclusive na sua avaliação pedagógica, o que é a melhor marca que já deixei nela – quando gargalha em casa, é frequente ela olhar para mim.
Apoie este blog pelo Pix 
- Detalhes
- Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Não consegui mais embalar Clara no carrinho, porque ela não me deixa pegá-lo, em contraste com o que acontecia até o início do ano. Ela deixou de vir espontaneamente para meu colo porque, quando o fazia para assistir vídeos no Youtube, ao tentar aproximar o tablet muitas vezes eu fazia movimentos descoordenados que a assustavam ou incomodavam. Pelo mesmo motivo, Clara parou de me beijar e abraçar. Este afastamento, ocorrido neste ano, causado por minha descoordenação motora vem me entristecendo.
- Detalhes
- Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Há muito tempo, o carrinho de Clara estava em desuso e, sábado à tarde, Silvia o utilizou para a levar à piscina do nosso condomínio. À noite, para mexer comigo Silvia voltou a botar Clara no carrinho, logo eu quis balançá-la, mas Clara só queria que a mãe o fizesse, para minha tristeza. Silvia foi fazer outra coisa, Clara se distraiu, parou de implicar comigo, peguei o carrinho, adormeceu em poucos minutos e, desde então, repeti isso duas vezes. Na escola, ela está habituada a dormir em torno do meio-dia, fica irritada quando não o faz, nas férias parece que o único jeito de manter tal rotina é eu embalá-la, sinto vontade disso para tentar reaproxima-la de mim, mas não sei se dará certo nem se seria bom.
- Detalhes
- Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Neste fim de semana, Clara ficou e brincou bastante comigo, inclusive de ler – nesse caso, imitando Silvia. Ainda não sei se isso foi coisa de momento ou indica uma tendência a uma proximidade maior comigo, mas me alegrou.
- Detalhes
- Escrito por: Ronaldo Correia Junior
Para mim, tem sido difícil encontrar um modo de brincar com Clara, pela falta de coordenação motora e o medo de machucá-la. Meu irmão, que é seu padrinho, está acabando de passar cinco dias em Curitiba e brincou bastante com ela. Hoje, após brincar um pouco com ele Clara resolveu faze-lo comigo por cerca de meia hora, me levando a achar que talvez tenha aprendido que pode fazer brincadeiras com figuras masculinas, como o pai – o tempo dirá se essa barreira foi realmente quebrada.
- Detalhes
- Escrito por: Ronaldo Correia Junior
O que a gente não faz por amor?
Esse das fotos é o meu irmão.






