Minha coluna tem um desvio, as posturas com as quais me sento não são boas e, para usar o computador e o tablet com o dedão do pé, passo bastante tempo com a cabeça abaixada. Esses fatores, de vez em quando, me fazem ter distensões nos ombros, costas e pescoço.  Em junho, após dormir toda uma noite virado para a direita, acordei com dor muscular na escapula correspondente, a qual, nos dias seguintes, se espalhou para toda a coluna cervical e às vezes atingia os ombros e o pescoço. No auge, as dores me impediam de arrumar o quarto, dormir bem, atrapalhavam minha locomoção, etc – era desesperador! Tenho refluxo, esofagite e eventualmente gastrite, o que me torna reticente a usar anti-inflamatórios, geralmente duas ou três doses são suficientes para acabar minhas distensões, mas isso não aconteceu nesta crise mesmo quando fiz o tratamento completo. Só melhorei no começo de agosto, quando um médico do atendimento domiciliar receitou dois remédios em comprimido e um injetável; como tenho fobia de injeção – me sinto mal só de ver uma em filmes –, primeiro tomei os comprimidos, as dores tornaram-se residuais, mas temi que voltassem a aumentar, decidi tomar o injetável, quase desmaiei (!) e a crise terminou depois de três meses.

Em princípio, quem tem paralisia cerebral deve fazer fisioterapia neurológica. Porém, devido à escassez de profissionais especializados nesta, 90% da fisioterapia que fiz desde que retomei o tratamento foi motora. O objetivo inicial daquele retorno, em 2010, era reverter o aumento da espasticidade causado pelo envelhecimento – para o qual a motora também servia –, mas com o tempo passou a ser muito mais manter a flexibilidade das articulações, evitar distensões musculares e, quando parei a natação e a equoterapia ao ir para Curitiba, simplesmente ser um exercício físico. Ao chegar em Cabedelo, passei a fazer fisioterapia neurológica, o que acho ter sido o motivo subjacente desta crise na cervical. Reverti tal mudança e espero não ter outra.

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