Antes de me sentar à mesa de refeições, sempre olho onde estão os pratos e copos e, se for o caso, os afasto o máximo possível ou mudo meu ponto de apoio, para não quebra-los – quando a mesa está lotada, preciso da ajuda de Silvia para me sentar. No fim de cada dia, ao guardar meus óculos e fone de ouvido em cima de um armário do nosso quarto, onde costumam deixar um ou mais copos com água, às vezes faço um grande esforço para desloca-los e/ou abrir um espaço, de modo a não derramar a água e/ou deixar o óculos cair no chão – às vezes o jeito é largar esses objetos naquela mesa. Em 2010, num momento em que eu estava engatinhando com um pé bem levantado, minha mãe vinha atrás, tropeçou neste, caiu, fraturou o fêmur e, desde então, sempre que percebo alguém atrás de mim ao engatinhar, prefiro parar, encolher as pernas e permiti-lo passar. Nesses dias, refletindo sobre esses e mil outros cuidados que tomo para a descoordenação motora não causar pequenos e eventualmente grandes acidentes, achei que pareço um orangotango numa loja de cristais tentando não estilhaçar tudo😄
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