Derretimento

Criado: Sábado, 16 Fevereiro 2019 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Isso me derrete todo.

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Transações Complicadas

Criado: Quinta, 14 Fevereiro 2019 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Sempre me encarregaram de comprar passagens aéreas, mas desde que as empresas de aviação criaram limite de tempo para as sessões de compra isso se tornou extremamente difícil. Mesmo que, em outras condições, consiga digitar a quantidade exigida de dados no tempo determinado, a mera existência desse limite me deixa tenso e aumenta minha espasticidade, me impedindo de terminar a tarefa no prazo estipulado. Nas últimas vezes que tentei, fracassei e fiquei irritado demais – nesta terça, saí do computador batendo nas coisas ao meu redor.

Em Banco 30 Segundos, reclamei de ter de digitar um código de segurança em tão pouco tempo. Felizmente, depois o Itaú desenvolveu aplicativos que embutem o gerador desses códigos, resolvendo o problema.

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Pedindo Beijo

Criado: Quarta, 13 Fevereiro 2019 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Ontem à noite, quando Clara ia dormir falei algo remotamente parecido a “beijo” virando o rosto e apontando para minha face, o que ela entendeu perfeitamente e me beijou. A convivência reduz a importância da fala na comunicação.

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Ritos de Amor

Criado: Quinta, 07 Fevereiro 2019 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Agora, temos conseguido que Clara me beije ou abrace quando sai para o colégio e vai dormir – ontem, a derrubei enquanto me abraçava, o que não posso deixar que se repita para ela não mudar tal comportamento. É uma reaproximação ainda tênue, pois Clara ainda não me permite acaricia-la, mas me alegra.

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Beijos no Pai

Criado: Domingo, 03 Fevereiro 2019 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Algum tempo após começar a beijar, Clara deixou de me dar beijos porque se machucou com meus óculos e descoordenação motora várias vezes. Hoje, espontaneamente ela me deu muitos beijos sabendo evitar os óculos, o que foi uma alegria para mim. Ela está aprendendo a lidar com minhas limitações.

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A Segurança do Pai

Criado: Sábado, 02 Fevereiro 2019 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Nesta manhã, Silvia saiu para uma reunião na escola de Clara. Nossa diarista está aqui para fazer a faxina e fiquei observando se isso era suficiente para acalmar Clara. Ao ver que não, fui para a sala, passei a ver um jogo, Clara quis algo que a diarista não entendeu, chorou e foi se consolar botando a cabeça no meu colo. Então desci do sofá para ficar perto do tablet, Clara se sentou no meu colo e se tranquilizou. Ainda dou segurança a ela.

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Coordenação Motora e Ligação Afetiva

Criado: Sábado, 02 Fevereiro 2019 Escrito por Ronaldo Correia Junior

A principal base da ligação de uma criança pequena com os pais é o contato físico carinhoso, o que exige movimentos finos e é justamente isso que minha descoordenação motora atrapalha, como esta foto ilustra. Fico me perguntando em que medida vou conseguir superar esse problema.

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Solidariedade ou Piedade

Criado: Quinta, 31 Janeiro 2019 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Desde que vim morar em Curitiba, noto que a classe média daqui oferece muito mais ajuda às pessoas com deficiência do que em Recife e Fortaleza, e sem o tom de piedade e/ou estranhamento que é comum nestas duas cidades – também senti essa solidariedade maior no Beto Carreiro World, em Santa Catarina. Isso me surpreendeu mais porque, quando vão ao Nordeste, os habitantes do Sul geralmente falam que os nordestinos são mais solícitos – não com quem tem deficiência.

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Aventureiros

Criado: Quarta, 30 Janeiro 2019 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Clara adora o canal de Luccas Neto no Youtube e, às vezes, brinca com seus personagens.

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Abraço da Filha

Criado: Sexta, 25 Janeiro 2019 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Sou persistente, dizem até teimoso, de um modo tortuoso: tento muitas vezes fazer algo, se não consigo perco a paciência, penso que nunca mais vou querer saber daquilo, tempos depois surge da minha mente, não sei como, uma nova maneira de tentar e frequentemente acabo conseguindo. No início do ano passado, na hora em que Clara saia para a escola eu sempre pedia um beijo ou abraço, mas, após seu rosto se machucar seguidamente com meus óculos e descoordenação motora, ela passou a dizer logo “não” e parei de pedir, com tristeza. Neste mês, percebi que se me erguesse de joelhos não haveria risco de machucá-la, voltei a pedir e Clara, a me abraçar quando vai para o colégio, para minha alegria.

Gestos e movimentos triviais para a grande maioria das pessoas geralmente se tornam bem complicados para quem tem paralisia cerebral.

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