No penúltimo domingo, passeamos na orla marítima de Cabo Branco, o bairro mais nobre de João Pessoa, e vimos que há vagas de estacionamento para pessoa com deficiência a cada 500m. O contraste é grande com a falta quase total nas outras partes da cidade que já conhecemos.

Parece que desenvolvemos imunidade contra os micróbios locais, pois não tivemos mais infecções estomacais ou intestinais. Clara e sua irmã mais velha não tiveram mais doenças respiratórias e de garganta, talvez porque, com a chegada do inverno, o uso do ar condicionado diminuiu. E não tive mais esses problemas desde que cheguei aqui, exceto uma rinite ocasional. Este era um dos objetivos de Silvia para vir a João Pessoa.

Discordando de mim, Silvia resolveu não ter mais empregada, o que desde fevereiro eu dizia que não tinha dado certo, já que ficava exausta quase todos os dias e até adoecia. Ela tentou resolver o problema fazendo as meninas ajudarem em casa, mas isso também era trabalhoso, conflituoso e a exauria. Durante meses, contra sua vontade tentei sem sucesso arranjar uma empregada com os poucos contatos que tenho aqui, até que um porteiro do nosso prédio o fez, o que tem nos trazido mais tranquilidade. Acabei essa história com a sensação de ser um estorvo para Silvia, por não poder dividir o trabalho doméstico com ela, de modo a prescindirmos de uma empregada e do custo correspondente.

O progressivo conhecimento da região metropolitana e de seu mercado vem me permitindo reassumir algumas tarefas.

Nosso Dia dos Namorados foi de filme de terror, tangenciando a tragédia. A remuneração de Silvia correu um sério perigo. A situação dos meus sogros continua piorando e Silvia, tendo impulsos de voltar para Curitiba, o que me dá raiva, tristeza e um pouco de depressão.

Temos progredido, mas as coisas ainda estão difíceis e arriscadas.

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