Perigo Imediato II

Criado: Quinta, 10 Junho 2021 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Em 24 de maio, recebemos um aviso do colégio de Clara de que as aulas da sua turma seriam suspensas por duas semanas devido a um caso de COVID-19 e retivemos também sua irmã mais nova, que estuda no mesmo – de fato, em seguida soubemos de três casos na turma desta. Cinco dias depois o nariz desta entupiu, o que Silvia percebeu no penúltimo domingo, não queria fazer o teste na filha achando que fosse um resfriado e temendo serem contagiadas no local, mas teimei, foi feito e deu positivo. Sua outra filha se recusou a dormir noutro recinto e a isolamos no quarto com a irmã – enquanto nos trancamos no apartamento – na certeza de que também pegou, mas hoje fez testes de RT-PCR e anticorpos e, para nossa surpresa, o resultado foi negativo. Sempre por insistência minha, em 1 de junho Silvia, Clara e eu fizemos testes, que deram negativo.

Tirar licença médica de pouco adiantou para Silvia por ter uma meta anual a alcançar, de modo que precisou continuar trabalhando, enquanto dava conta de toda a família – não lembro de dar uma contribuição importante neste período, exceto ontem, quando Clara brincou comigo boa parte do dia. Tomei a primeira dose da vacina da Pfizer em 17 de maio, o que pode ter evitado ser contagiado por minha enteada – mas de nada adianta contra a variante beta, detectada pela primeira vez na Índia. Hoje deveria estar aliviado mas, desde ontem, estou tendo picos de ansiedade sem motivo imediato – talvez seja por minhas expectativas (p. ex, desde abril acho que, no segundo semestre, vai surgir no Brasil uma variante resistente a vacinas).