Pai pouco Importante

Criado: Segunda, 19 Março 2018 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Na época do nascimento de Clara, às vezes Silvia e minha melhor amiga conversavam como se fosse certo que ela seria muito ligada a mim. Eu achava aquilo sem nexo: o principal motivo daquela suposição provavelmente era que é bem raro um homem com paralisia cerebral severa ter uma filha, mas uma bebê ou até uma criança maior não pode compreender o significado disso – e, convenhamos, alguns adultos devem considerar absurda tal história; o que uma bebê entende é quem mais a alimenta, cuida dela, a acaricia, etc. Assim, após o segundo trimestre de 2016 – quando pouco foi ao berçário devido a doenças respiratórias -Clara tem se afastado de mim a ponto de chamar outros homens de “papai”, raramente estou conseguindo mantê-la perto de mim, geralmente é refratária às minhas tentativas de acariciá-la, etc. Não vislumbro muitas possibilidades de mudar esta situação, que vem me entristecendo.

Comentários   

0 #1 Patrícia 20-03-2018 02:28
É triste mesmo, mas pode acreditar que é apenas uma fase, logo ela vai voltar para você!
As vezes acho que meu filho, que tem paralisia cerebral também, não me reconhece, que estar comigo ou com qualquer outra pessoa não faz diferença para ele. Mas tenho que acreditar que ele me ama sim, pois faço tudo para fazer ele feliz, como você deve fazer para a Clara.
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