Problemas Respiratórios

Criado: Sexta, 28 Abril 2017 Escrito por Ronaldo Correia Junior

Muitos casos de paralisia cerebral, como o meu, têm vários efeitos negativos sobre o sistema respiratório, gerando frequentes problemas neste. Também tenho alergias a inúmeras coisas e, na maior parte da vida, sofri de asma – em algumas crises, cheguei a precisar de injeções de adrenalina. No fim dos anos 1970, de vez em quando alguém aconselhava minha mãe a me botar na natação, o que foi feito na década seguinte. Como mostra o vídeo, aprendi a fazer só um arremedo dos nados peito e crawl, sendo a maior limitação não conseguir tomar ar sem pôr os pés no piso da piscina.

Enquanto fazia natação, não tive asma e as outras doenças respiratórias tornaram-se bem raras, embora a piscina onde a praticava não tivesse aquecimento e cobertura – a água ficava gelada no inverno. Em 1988, quase morri afogado num clube, em seguida minha mãe percebeu que a ponta dos meus dedos ficava roxa ao sair da piscina e cismou que isso se devia a um hipotético problema circulatório causado pelo afogamento – para mim, a causa era a temperatura gélida da água, mas mesmo assim ela me tirou da natação (um dia, quero escrever sobre quanto é difícil alguém com PC aprender a enfrentar os familiares, sobretudo a mãe). A asma voltou, embora menos que antes, e a frequência das doenças respiratórias aumentou, o que nenhum remédio resolvia.

Em meados dos anos 2000, voltei à natação – dessa vez, numa piscina aquecida e coberta –, graças a amigos que pagavam uma parte do custo desta e do táxi, que meu pai assumiu anos depois. Junto com um tratamento para renite alérgica – que me causava uma coriza constante, que era um caldo de cultura para vírus e bactérias – e a vacina antigripal, esse retorno quase eliminou meus problemas respiratórios por um longo tempo, os quais só voltaram a ter alguma gravidade quando meu refluxo gástrico começou.

Tem sido difícil conseguir ir à natação em Curitiba. Fui uns poucos meses em 2015 e em julho do ano passado, quando meu irmão estava aqui. Em março, cheguei a me esquematizar para ir à noite com a diarista que nos ajuda, mas constatei ser impossível porque Silvia precisou se dedicar muito mais à filha maior e, assim, não pode dar conta de três meninas sozinha – Silvia teimou que pode, mas não me convenceu. Espero que a vacina contra pneumonia, além da antigripal, a prevenção do refluxo e alguma fisioterapia respiratória compensem a falta da natação.

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